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| Foto: José Alves O Alerta |
No último Domingo (09) de dezembro, foi
inaugurado O Museu do Vaqueiro, após a construção da sede e reestruturação do
acervo. O visitante pôde ver as primeiras exposições que traçam o itinerático
do homem sertanejo, em fotos e peças originais, incluindo a nova exposição
“Vaqueiro – um homem universal”. O Museu do Vaqueiro fica localizado no mesmo
complexo do Forró da Lua, na estrada da Lagoa do Bonfim.
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| Foto: José Alves O Alerta |
Aconteceu a vaquejada feminina, pega
de boi no mato e a tradicional missa do vaqueiro. Foi apresentado o hino
nacional na voz da cantora paraibana Sandra Belê. Além do nome maior de
Luiz Gonzaga, o projeto também lembrou nomes regionais e locais que
contribuíram para pesquisa e manutenção da cultura sertaneja, como o escritor,
estudioso da temática sertaneja Oswaldo Lamartine, o poeta e rabequeiro Fabião
das Queimadas, entre muitos outros.
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| Foto: José Alves O Alerta |
O Museu do Vaqueiro começou a ser
idealizado por Marcos Lopes há dez anos. A primeira parte do espaço foi bancado
com recursos próprios, apesar do projeto ter sido aprovado pela Lei Câmara
Cascudo à época. Este ano, o projeto ganhou patrocínio da Cosern/Neoenergia e
foi possível a conclusão das obras. A nova
estrutura reproduz um típico casarão sertanejo, com um primeiro andar em sótão.
O museu tem consultoria da fotógrafa e jornalista Ângela Almeida, curadoria do
escritor e produtor Dácio Galvão.
O PRESENTE DE
DOMINGUINHOS
A sanfona doada por
José Domingos de Morais é uma réplica do instrumento tocado pelo próprio
Gonzagão e foi presente de outro sanfoneiro conhecido em terras potiguares:
Amazan. "Ganhei essa sanfona de Amazan. Ela é muito especial, porém, muito
grande e pesada. Não posso mais usá-la. Não podia vender, nem entregar a outra
pessoa. Resolvi então deixar no lugar mais correto. Por isso fiz essa
doação", explicou Dominguinhos.
Marcos Lopes, idealizador
do Museu do Vaqueiro, explicou a importância do gesto. "Esse tipo de
sanfona, com as teclas na cor preta, é rara. De tantas sanfonas que Luiz
Gonzaga tocou, apenas três tinham o teclado preto. Esse modelo, que estamos
recebendo de Dominguinhos, é uma destas. É uma doação muito especial",
pontuou. A sanfona ficará exposta numa espécie de redoma de vidro, juntamente
com uma foto do "pai do forró".
MARCOS LOPES NA TERRA DO REI
Quando passar a inauguração o produtor vai até Exu, em Pernambuco, para participar das comemorações pelos 100 anos de nascimento de Luiz Gonzaga. Na volta, já sabe o que vai fazer para atrair público para o museu. "Eu vou conversar com o pessoal das operadoras para trazer o turista para cá. Enquanto eu não conseguir o público eu tiro do meu bolso e vou buscar de graça nos hotéis", diz em tom de brincadeira, mas disposto a cumprir o prometido. Ele conta com a proximidade das praias do Litoral Sul para receber visitantes de todo o país.
Quando passar a inauguração o produtor vai até Exu, em Pernambuco, para participar das comemorações pelos 100 anos de nascimento de Luiz Gonzaga. Na volta, já sabe o que vai fazer para atrair público para o museu. "Eu vou conversar com o pessoal das operadoras para trazer o turista para cá. Enquanto eu não conseguir o público eu tiro do meu bolso e vou buscar de graça nos hotéis", diz em tom de brincadeira, mas disposto a cumprir o prometido. Ele conta com a proximidade das praias do Litoral Sul para receber visitantes de todo o país.
Neste ponto Marcos Lopes lembra da conversa que teve um primo do escritor Ariano Suassuna, que defendia a necessidade de levar o turista para o sertão e não o contrário. "Era eu falando de meu sonho e o homem botando defeito. Não deixava ninguém falar", reclama.
Os argumentos que não convenceram o visitante, ele tem certeza, vão resultar no sucesso do empreendimento cultural. "No sertão tem a sequidão, o calor, não tem uma boa infraestrutura hoteleira. Aqui a gente tem isso tudo e está perto de tudo", lembra.
FORRÓ DA LUA NO NEW YORK TIMES
De acordo com Marcos Lopes, Seth Kugel, o jornalista que botou o Forró da Lua no New York Times prometeu voltar para conhecer o projeto do Museu do Vaqueiro. "Minha filha conseguiu o contato dele na internet. Ele tem compromisso e não pôde vir para a inauguração, mas prometeu que, assim que tiver espaço na agenda, vem aqui de novo", diz sem nenhum deslumbramento.
De acordo com Marcos Lopes, Seth Kugel, o jornalista que botou o Forró da Lua no New York Times prometeu voltar para conhecer o projeto do Museu do Vaqueiro. "Minha filha conseguiu o contato dele na internet. Ele tem compromisso e não pôde vir para a inauguração, mas prometeu que, assim que tiver espaço na agenda, vem aqui de novo", diz sem nenhum deslumbramento.











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