segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

MARCOS LOPES INAUGURA O MUSEU DO VAQUEIRO EM GRANDE ESTILO.

Foto: José Alves O Alerta
No último Domingo (09) de dezembro, foi inaugurado O Museu do Vaqueiro, após a construção da sede e reestruturação do acervo. O visitante pôde ver as primeiras exposições que traçam o itinerático do homem sertanejo, em fotos e peças originais, incluindo a nova exposição “Vaqueiro – um homem universal”. O Museu do Vaqueiro fica localizado no mesmo complexo do Forró da Lua, na estrada da Lagoa do Bonfim.

Foto: José Alves O Alerta
Aconteceu a vaquejada feminina, pega de boi no mato e a tradicional missa do vaqueiro. Foi apresentado o hino nacional na voz da cantora paraibana Sandra Belê.  Além do nome maior de Luiz Gonzaga, o projeto também lembrou nomes regionais e locais que contribuíram para pesquisa e manutenção da cultura sertaneja, como o escritor, estudioso da temática sertaneja Oswaldo Lamartine, o poeta e rabequeiro Fabião das Queimadas, entre muitos outros.
Foto: José Alves O Alerta
O Museu do Vaqueiro começou a ser idealizado por Marcos Lopes há dez anos. A primeira parte do espaço foi bancado com recursos próprios, apesar do projeto ter sido aprovado pela Lei Câmara Cascudo à época. Este ano, o projeto ganhou patrocínio da Cosern/Neoenergia e foi possível a conclusão das obras. A nova estrutura reproduz um típico casarão sertanejo, com um primeiro andar em sótão. O museu tem consultoria da fotógrafa e jornalista Ângela Almeida, curadoria do escritor e produtor Dácio Galvão.

O PRESENTE DE DOMINGUINHOS



A sanfona doada por José Domingos de Morais é uma réplica do instrumento tocado pelo próprio Gonzagão e foi presente de outro sanfoneiro conhecido em terras potiguares: Amazan. "Ganhei essa sanfona de Amazan. Ela é muito especial, porém, muito grande e pesada. Não posso mais usá-la. Não podia vender, nem entregar a outra pessoa. Resolvi então deixar no lugar mais correto. Por isso fiz essa doação", explicou Dominguinhos.



Marcos Lopes, idealizador do Museu do Vaqueiro, explicou a importância do gesto. "Esse tipo de sanfona, com as teclas na cor preta, é rara. De tantas sanfonas que Luiz Gonzaga tocou, apenas três tinham o teclado preto. Esse modelo, que estamos recebendo de Dominguinhos, é uma destas. É uma doação muito especial", pontuou. A sanfona ficará exposta numa espécie de redoma de vidro, juntamente com uma foto do "pai do forró".


MARCOS LOPES NA TERRA DO REI

Quando passar a inauguração o produtor vai até Exu, em Pernambuco, para participar das comemorações pelos 100 anos de nascimento de Luiz Gonzaga. Na volta, já sabe o que vai fazer para atrair público para o museu. "Eu vou conversar com o pessoal das operadoras para trazer o turista para cá. Enquanto eu não conseguir o público eu tiro do meu bolso e vou buscar de graça nos hotéis", diz em tom de brincadeira, mas disposto a cumprir o prometido. Ele conta com a proximidade das praias do Litoral Sul para receber visitantes de todo o país.

Neste ponto Marcos Lopes lembra da conversa que teve um primo do escritor Ariano Suassuna, que defendia a necessidade de levar o turista para o sertão e não o contrário. "Era eu falando de meu sonho e o homem botando defeito. Não deixava ninguém falar", reclama.

Os argumentos que não convenceram o visitante, ele tem certeza, vão resultar no sucesso do empreendimento cultural. "No sertão tem a sequidão, o calor, não tem uma boa infraestrutura hoteleira. Aqui a gente tem isso tudo e está perto de tudo", lembra.

FORRÓ DA LUA NO NEW YORK TIMES

De acordo com Marcos Lopes, Seth Kugel, o jornalista que botou o Forró da Lua no New York Times prometeu voltar para conhecer o projeto do Museu do Vaqueiro. "Minha filha conseguiu o contato dele na internet. Ele tem compromisso e não pôde vir para a inauguração, mas prometeu que, assim que tiver espaço na agenda, vem aqui de novo", diz sem nenhum deslumbramento.




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